A segunda vaga de Minas Gerais na disputa da Série D do Campeonato Brasileiro está indefinida. O motivo? Faltam candidatos. Depois de o Guarani anunciar que não tem condições financeiras de participar da competição, por falta de patrocínios, outros clubes do interior também estão propensos a recusar.
A Caldense, da rica cidade de Poços de Caldas, no Sul de Minas, teria direito à vaga na Série D com a desistência do Guarani. A Veterana foi a sétima colocada no Mineiro deste ano. Mas o vice-presidente do clube, Franco Martins, já se posicionou em entrevista ao Jornal da Mantiqueira. “Financeiramente é inviável e também não existe prazo para montar um bom time. Os jogadores que estão aqui já estão sendo emprestados e toda a comissão técnica foi dispensada. Teria que se começar um trabalho do zero e isto é inviável”, disse.
Oficialmente, a Caldense só será convocada pela Federação Mineira a disputar a Série C a partir de quarta-feira que vem, quando a diretoria do Guarani protocolar a sua desistência. Mas a chance de a cúpula da equipe de Poços mudar de ideia é praticamente zero.
Segundo o jornalista Paulo Vitor Campos, que cobre o dia a dia da Caldense desde 1985, o desinteresse de dirigentes em ver o clube no cenário nacional vem de longa data. “A principal alegação é financeira. Setores da Caldense entendem que não vale a pena, que uma participação dessa pode quebrar o clube, que hoje é saneado, organizado. Dinheiro o clube tem, mas não há interesse. A Caldense disputou o Brasileiro da Série A em 1979, duas Copas do Brasil, um Supercampeonato e só. Todo ano é Mineiro e nada mais”, conta.
”A população de Poços está revoltada. Todos queriam ver o clube na Série D. O pessoal não se conforma de a Caldense não se interessar. A imprensa também pressionou muito para que o time entrasse. Mas, pelo jeito, vai ficar fora mesmo”, destaca Paulo Vitor Campos.
Ninguém quer
Com as desistências de Guarani e Caldense, a vaga na Série D poderá ser herdada pelo América de Teófilo Otoni – 9º colocado no Estadual -, justamente o clube que, no ano passado, abriu mão da disputa alegando também falta de recursos financeiros.
O Superesportes conversou neste sábado com o diretor de futebol do América-TO, Genílson Carleh, que deu sinais de que a Série D estará fora dos planos novamente. Segundo ele, a única pessoa autorizada a se posicionar seria o presidente Nodje Walter. De qualquer forma, entrar no Brasileiro exigiria a renegociação de todos os contratos já encerrados.
”O time que disputou o Mineiro já foi todo desfeito por questões de contrato. Reunir os atletas é até possível, mas levaria tempo. O treinador (Gilmar Estevam) também já saiu. Mas se houvesse uma condição dessa, de jogar a Série D, creio que ele voltaria. O problema é dinheiro. Jogar esta competição necessitaria de um investimento superior a R$ 1,5 milhão, pois, se você avança, tem de viajar de avião. O deslocamento é caro, o custo é muito alto”, disse Genílson Carleh.
O presidente Nodje Walter não foi encontrado para falar do assunto.
Com a possível negativa do América-TO à Série D, a desprestigiada vaga poderia cair no colo do Villa Nova, o 10º colocado do Mineiro, primeiro fora da zona de rebaixamento. Mas o momento do clube sugere outro “não” ao torneio organizado pela CBF. Do elenco que disputou o Estadual, 21 atletas já foram dispensados. O Supermercado BH, principal patrocinador, praticamente abandonou o projeto no futebol profissional e migrou para o Nacional de Nova Serrana, único clube mineiro já confirmado na Série D.
O Leão do Bonfim até emprestou, por um ano, dois dos seus principais atletas ao Nacional: o meia Henrique, revelação da base, e o atacante Ualisson. Nenhum deles representará o Villa no Mineiro de 2013.
Historicamente, a prefeitura de Nova Lima responde por 70% dos investimentos no futebol. O presidente Jairo Gomes não atendeu a reportagem para falar das chances de disputar a Série D. A assessoria de imprensa informa que essa chance é remota
Vaga aos rebaixados?
Pelo critério técnico, os dois próximos clubes a serem ouvidos pela Federação Mineira seriam os rebaixados Democrata-GV e Uberaba, ambos já desmontados e sem técnicos. Ninguém da Pantera de Governador Valadares foi encontrado para falar do tema. No lanterna Uberaba, o assessor Fernando Rosa disse que a diretoria só se manifestará oficialmente sobre a possibilidade de jogar a Série D assim que todos os clubes “candidatos” protocolarem a desistência.
Ouvido pelo Superesportes neste sábado sobre tantos exemplos de amadorismo e falta de ambição entre os clubes do interior, o presidente da Federação Mineira, Paulo Schettino, disse estar “espantado e surpreso”. “Você me pegou de surpresa. Para definir o participante da Série D, eu obedeceria essa hierarquia técnica, mas diante disso tudo, de tantas desistências e desinteresses, terei que conversar com a CBF. Em último caso, posso sugerir que o classificado seja o campeão do Módulo II”.
O Módulo II se encerrará em 12 de maio e a Série D será disputada entre 27 de maio e 30 de setembro.
Schettino assegura que Minas não perderá uma de suas duas vagas. “Os clubes do interior deveriam se espelhar no Tupi, que disputou o ano passado, foi campeão e hoje está na Série C. Farei de tudo para termos um representante, mesmo que eu tenha que chamar o campeão do Módulo II, a título de premiação. Oficialmente, ainda tenho que esperar a desistência de todos do Módulo I. Farei consultas a todos no intuito de convencê-los”.
Hoje, os participantes da Série D não têm incentivo algum da FMF ou da CBF para disputar o torneio. “Todas as federações fizeram um apelo à CBF para ajudar os clubes com passagens, pagamento de arbitragem, mas não tivemos resposta ainda. O novo presidente José Maria Marin ficou de estudar. Não garantiu nada, mas vai estudar”.
Nacional tem parceria e apoio de sobra
O Nacional de Nova Serrana vai na contramão dos demais clubes mineiros. Já confirmado na Série D como quinto colocado do Estadual, o Búfalo manteve o técnico José Ângelo, a base do seu elenco e está se reforçando.
O clube é bancado por patrocinadores de fora de cidade e oito empresas locais. Além disso, conta com o apoio do Cruzeiro, parceiro que empresta jogadores e paga os salários.
Segundo o diretor de futebol, Amarildo Ribeiro, a prefeitura não coloca dinheiro no clube, mas ajuda politicamente, como na cessão do Estádio Municipal e na captação de patrocinadores. “Aqui, o povo gosta de futebol e as empresas abraçaram o Nacional”.
Amarildo foi diretor do Ipatinga por oito anos e lembra que o clube só chegou à elite nacional porque contou com um parceiro forte, como o Cruzeiro, e uma empresa de peso, como a Usiminas. “Graças à credibilidade da Usiminas, o Ipatinga conseguiu, ao longo dos anos, atrair outras empresas. No Nacional a coisa anda da mesma forma e a intenção é conquistar a Série D”, concluiu.
Site Superesportes em 28/04/2012



UMA VEZ QUE ESSA FEDERAÇÃO MINEIRA, NÃO RESOLVE PORRA NENHUMA...
ResponderExcluirA CBF PODERIA RESOLVER ESSE PROBLEMA COM FACILIDADE..
BATARIA ELA (CBF) ENVIAR UM CONVITE AO MELHOR COLOCADO DA RANQUE DELA..
QUE ESTÁ EM 69 LUGAR..
ADIVINHA QUEM É ?
E ACEITARIA NA HORA?
ELE MESMO...O UBERLANDIA ESPORTE.
“Todas as federações fizeram um apelo à CBF para ajudar os clubes com passagens, pagamento de arbitragem, mas não tivemos resposta ainda. O novo presidente José Maria Marin ficou de estudar. Não garantiu nada, mas vai estudar”.
ResponderExcluirSe nem no campeonato dele tem essa ajuda, que moral ele tem pra pedir isso a CBF ?
se fosse bom toodo mundo queria,e osso
ResponderExcluirconcordo com o Evandro,a FMF nao ajuda os times no campeonato mineiro,qual a moral que eles tem para pedir ao Jose Maria Marin para bancar no brasileiro serie B?
ResponderExcluirPara desgraça de nós,torcedores do UEC,essa vaga INFELIZMENTE vai cair no colo do Uberaba,tomara que nao,mais ta tudo dando certo pros chifrudos.